Frequentemente, em várias situações, me deparo com esta pergunta: Será que este é o melhor de Deus para mim? Esclareço, de antemão, que não julgo ser errada esta indagação; apenas sugiro um outro ponto de vista, que por si só é crucial.
Ultimamente, quando faço esta pergunta, uma segunda, inversa, surge imediatamente: E eu, este é o melhor que tenho para oferecer a Ele? Um paradoxo, eu sei. Mas merece, no mínimo, um pouco de atenção.
Por muitas vezes, o que vou dizer a seguir tem sido motivo para eu ser chamada de radical. Pois bem, que seja radicalismo então. Sinceramente, eu não acredito que haja algo de bom na minha carne, e tenho uma base muito boa para pensar assim (Romanos 8:12–17). É claro que alguém pode me dizer “Eu conheço um não-cristão que é honesto, trabalhador, blá blá blá...”, e está certo; errado é esperar que nós, humanos, sejamos simplesmente um conjunto de defeitos sem nenhuma qualidade/habilidade natural/desenvolvida. O que defendo, e acredito, é que a minha carne somente me conduz em caminho de morte (Romanos 8:5–8). A primeira pergunta é uma prova deste raciocínio; não é errada, é legítima. Mas, parafraseando o Pastor Diovani, a nossa natureza está tão acostumada com o “Me dá, me dá, me dá ♪”, que acabamos nos esquecendo que mais bem-aventurada coisa é dar que receber.
Voltando às perguntas, eu diria que uma responde a outra: quando me pergunto se estou oferecendo o meu melhor para Deus, encontro um termômetro – a menos que alguém queira intencionalmente iludir-se, não há como mentir nesta resposta. É através desta resposta que descubro a sinceridade de meu coração, se tal ideia ou vontade procede do Espírito, ou se tenho dado maior espaço à carne. Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas (Romanos 11:36a, NVI) e Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim (Gálatas 2:20, NVI).

