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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Faça o que digo e o que faço!





“Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos”. (João 14:15)

    Eu estava pensando sobre o que escreveria aqui, já que há algum tempo não escrevo nada. E, pensando, achei melhor postar algo que o Victor e eu já vínhamos compartilhando no ACAMP da semana passada e no último GCEM. Antes disso, porém, preciso citar outra referência bíblica.

“Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha. Mas quem ouve estas minhas palavras e não as pratica é como um insensato que construiu a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande a sua queda”. (Mateus 7:24–27)

    Durante a semana passada tivemos um tempo ótimo de separação e consagração em Ibiúna, cujas palavras me faltariam para descrever. O tema foi revolução e, serei bem sincera no que Deus falou comigo.
    Até então eu estava me sentindo fraca – não fraca de não suportar as tentações e querer largar tudo, mas sim duvidando da minha força para fazer uma grande mudança no ambiente em que vivo. E, com o passar das ministrações, dos louvores e da comunhão (a unidade, que foi muito forte), o Senhor falou ao meu coração “Filha, descansa em mim. A força não é sua, EU SOU a sua força! Você não está sozinha, todas estas pessoas têm o mesmo desejo que você. E mais que isso, EU estou com você, este é o MEU desejo”. E depois dessa, preciso dizer alguma coisa? Aquietei o meu coração – quietude esta que, de volta para casa, o Inimigo tem tentado a todo custo me tirar levantando N situações, das prováveis às inimagináveis; mas vai cair do cavalo.
     Mas agora vou falar de coisa séria. Todo mundo quer revolucionar e mudar o mundo, eu creio nisso. Mas, como o nosso amado Pastor Diovani falou usando com propriedade Jeremias 6:16, a nossa revolução não se baseia em algo novo que surgirá, mas sim nas veredas antigas. Tudo o que precisamos para mudar o mundo, resgatar pessoas e influenciá-las de maneira positiva já foi feito. A questão a ser feita é: o que nós temos feito a partir disto?
    João 14:15 diz que somente obedecendo aos mandamentos de Jesus mostramos que de fato o amamos. Um pouco atrás, em Marcos 12:29–31, Jesus resume a Lei em amar o Senhor, o nosso Deus, acima de todas as coisas e o nosso próximo como a nós mesmos. Todos os outros mandamentos e ordenanças se incluem nisto, olho por olho e dente por dente não se aplicam mais à era da graça. E o incrível é que, mesmo Deus resumindo a Sua vontade de maneira clara e óbvia, nós, míseros seres humanos, conseguimos falhar nisso também. Eu falho. Sempre que fico chateada com alguma pessoa e permito que isto fique em meu coração, me pergunto se é este o desejo de Deus – mesmo já sabendo a resposta. Eu sei que falho, e todos nós falhamos. A diferença consiste no que fazemos em seguida. Davi foi descrito como homem segundo o coração de Deus não porque não pecava, mas sim porque sabia se arrepender. E quanto tempo a gente perde por não saber, ou não querer, se arrepender?
    Se João Batista fosse nosso contemporâneo nos teria chamado de raça de víboras há muito tempo! E mais, em Mateus 3:8, João nos alerta que o nosso arrependimento não deve ser da boca para fora, e sim que as nossas ações devem demonstrá-lo da maneira mais genuína. Ações. É aí que o bicho pega. Se as nossas palavras bastassem, estaríamos desobrigados de cumpri-las, certo? E se a Lei bastasse para todos nós, Deus não teria enviado Seu filho ao sofrimento para que obtivéssemos a redenção.
    Toda revolução tem de começar em nós. Aprender a perdoar, além de condição para receber o perdão de Deus, é uma revolução interior. Obedecer, me sujeitar às autoridades que me foram impostas, também. Honrar, cumprir a palavra, deixar o orgulho de lado crendo que todo aquele que se humilha será exaltado, aprender a servir e todos os outros exemplos deixados por Jesus foram para o nosso ensino. Porque não é através das nossas palavras que ganharemos as pessoas, mas sim as nossas atitudes que elas levarão em conta. Precisamos parar de bater cartão na igreja e procurar honrar a imagem e semelhança de Deus todos os outros dias da semana; assumir a nossa função de luz do mundo e sal da terra, porque de outra maneira não conseguiremos nada. O Senhor quer que vivamos o que dizemos crer e paremos de brincar com a nossa identidade de filhos de Deus.



segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O Exemplo de Neemias


    Além disso, desde o vigésimo ano do rei Artaxerxes, quando fui nomeado governador na terra de Judá, até o trigésimo segundo ano do seu reinado, durante doze anos, nem eu nem meus irmãos comemos a comida destinada ao governador. Mas os governantes anteriores, aqueles que me procederam, puseram um peso sobre o povo e tomavam dele quatrocentos e oitenta gramas de prata, além de comida e vinho. Mas, por temer a Deus, não agi dessa maneira. Ao contrário, eu mesmo me dediquei ao trabalho neste muro. Todos os meus homens de confiança foram reunidos ali para o trabalho neste muro. Todos os meus homens de confiança foram reunidos ali para o trabalho; e não compramos nenhum pedaço de terra.
    Além do mais, cento e cinqüenta homens, entre judeus do povo e seus oficiais, comiam à minha mesa, como também pessoas das nações vizinhas que vinham visitar-nos. Todos os dias eram preparados, à minha custa, um boi, seis da melhores ovelhas e aves, e a cada dez dias eu recebia uma grande remssa de vinhos de todo tipo. Apesar de tudo isso, jamais exigi a comida destinada ao governados, pois eram demasiadas as exigências que pesavam sobre o povo.
    Lembra-te de mim, ó meu Deus, levando em conta tudo o que fiz por este povo. (Neemias 5:14–19, NVI)

    Domingo retrasado, em meio ao almoço de comemoração pelos três anos da CG Itaim Paulista, as supervisoras fizeram uma homenagem linda à nossa pastora, lavando os seus pés. E, enquanto eu estava ali por perto, fui tomada pela emoção ao ver como aquelas mulheres falavam coisas que não eram simplesmente bonitas, mas sinceras, podiam ser sentidas. A frase que mais ficou marcada na minha cabeça foi “Eu quero ser como você”, repetida por todas elas.
    Não muito tempo atrás, vi uma cena parecida no aniversário da Aninha, nossa supervisora (digo nossa de intrometida, porque apesar de não ser da supervisão dela, foi com a Ana que aprendi o significado de mãe espiritual). Outras meninas e eu ouvimos a mesma frase que ouvi tantas vezes no domingo.
    E então eu fico aqui, pensando na importância de ter mulheres como a Pastora Nice e a Aninha como referenciais, porque é um privilégio e tanto. Encontrar exemplos, pessoas com quem aprendamos coisas boas e almejemos nos parecer não é uma coisa fácil nos dias de hoje.
    Sou amante dos meios de comunicação e mídia, mas quando mais nova, me sentia bombardeada por todos os lados de más influências – e eu não tinha a consciência de que isso me seria de alguma forma prejudicial aos quatorze anos. E isto é notório, me sinto triste quando vejo meninas trocando a sua identidade, tanto física quanto morais, para virarem cópias de atrizes ou cantoras, e até mesmo de personagens fictícios! Coisas assim se tornam mais tristes quando percebemos, e entendemos, que Deus não nos criou para sermos cópias exatas de outras pessoas, desprezando as características que Ele mesmo nos concedeu. O Senhor nos criou para sermos Seus filhos, semelhantes a Jesus, para a Sua própria glória. Se quisermos imitar alguém, que seja Jesus.
    Eis aí a importância de termos bons exemplos. Se nos espelhamos em Ana, Nice, Rute, Ester, Débora e tantas outras mulheres e homens que Deus levantou ao longo do tempo, é por sabermos que são pessoas melhores, mais aperfeiçoadas que nós. Não pela beleza ou carisma, mas sim pela presença de Jesus que brilha sobre elas. E esta mesma luz que brilha sobre elas, o Senhor quer que brilhe sobre nós. Sua Palavra nos adverte para que não sejamos pedra de tropeço para as pessoas, mas também diz que somos luz e sal. E, para que sejamos, de fato, luz e sal, Ele nos concede grandes presentes: primeiro Jesus, depois os profetas e apóstolos, e as pessoas que ainda hoje são levantadas para nos mostrar a Sua direção, assim como Neemias fez com suas escolhas e atitudes. Pessoas que nos mostram que é possível, sim, ter uma vida em santidade, agradável a Deus.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Oposição à Reconstrução


    Quando Sambalate soube que estávamos reconstruindo o muro, ficou furioso. Ridicularizou os judeus e, na presença de seus compatriotas e dos poderosos de Samaria, disse: “O que aqueles frágeis judeus estão fazendo? Será que vão restaurar o seu muro? Irão terminar a obra num só dia? Será que vão conseguir ressuscitar pedras de construção daqueles montes de entulho de pedras queimadas?”
    Tobias, o amonita, que estava ao seu lado, completou: “Pois que construam! Basta que uma raposa suba lá, para que esse muro de pedras desabe!”
    Ouve-nos, ó Deus, pois estamos sendo desprezados. Faze cair sobre eles a zombaria. E sejam eles levados prisioneiros como despojo para outra terra. Não perdoes os seus pecados nem apagues as suas maldades, pois provocam a tua ira diante dos construtores.
    Quando, porém, Sambalate, Tobias, os árabes, os amonitas e os homens de Asdode souberam que os reparos nos muros de Jerusalém tinham avançado e que as brechas estavam sendo fechadas, ficaram furiosos. Todos juntos planejaram atacar Jerusalém e causar confusão. Mas nós oramos ao nosso Deus e colocamos guardas de dia e de noite para proteger-nos deles. (Neemias 4:1–9, NVI)

    Tenho aprendido lições valiosas com o livro de Neemias. Nunca antes o havia visto desta perspectiva, Deus me abriu os olhos para coisas que outrora passaram despercebidas.
    Em todo o capítulo quatro, vemos narrado o levante que o povo de Judá sofreu pelos inimigos assim que se iniciou a construção do muro de Jerusalém; os gentios, e até mesmo os samaritanos (israelitas) zombaram deles. Mas não pararam por aí, ameaçaram e tramaram contra a sua obra, e esta não foi a única tentativa de intimidação (ler o capítulo seis). Como se não bastasse, em um ponto os judeus sentiram-se cansados e fracos, à medida que os inimigos não cessaram as afrontas por nenhum momento:
   
    Enquanto isso, o povo de Judá começou a dizer: “Os trabalhadores já não têm mais forças e ainda há muito entulho. Por nós mesmos não conseguiremos reconstruir o muro”.
    E os nossos inimigos diziam: “Antes que descubram qualquer coisa ou nos vejam, estaremos bem ali no meio deles; vamos matá-los e acabar com o trabalho deles”.
    Os judeus que moravam perto deles dez vezes nos preveniram: “Para onde quer que vocês virarem, saibam que seremos atacados de todos os lados”. (Neemias 4:10–12, NVI)

    Nós, seres humanos, por vezes temos o costume de usarmos nossas fraquezas, justificativas, como muletas. Nos esquecemos que, quando nos desanimamos, cansamos e perdemos o foco, somos presas fáceis. Por outro lado, a Palavra diz que quando estamos fracos então somos fortes (2Coríntios 12:10). Ora, se somos fortes é porque tal força não vem de nós. O Senhor é a nossa Força, Rocha e Escudo. Quando nos sentimos fracos reconhecemos que a força não é nossa, nos esvaziamos de toda a autossuficiência e nos deparamos com a total dependência; então somos fortes.
    Nos esquecemos, também, que nossos inimigos não fazem concessão quando estamos fracos – pelo contrário, esperam e consideram mais ainda as nossas fraquezas para que seus ataques sejam armados. O versículo seguinte, Neemias 4:13, fala sobre posicionamento (o tema do GCEM semana passada, rs) e munição, proteção contra as afrontas. Pensei em um paralelo com a Armadura de Deus:

    Finalmente, fortaleçam-se no Senhor e no seu forte poder. Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do Diabo, pois a nossa luta não é contra seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo das trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestes. Por isso, vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo. Assim, mantenham-se firmes, cingindo-se com o cinto da verdade, vestindo a couraça da justiça e tendo os pés calçados com a prontidão do evangelho da paz. Além disso, usem o escudo da fé, com o qual vocês podem apagar todas as setas inflamadas do Maligno. Usem o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus. Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica; tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos os santos. (Efésios 6:10–18, NVI)

    Não podemos (e nem devemos) nos iludir pensando que não veremos ataques e afrontas quando nos dispomos a fazer a obra do Senhor, estamos em constante luta. Mas também não podemos desanimar, precisamos nos fortalecer em nosso Deus – esta é a atitude, o posicionamento que Ele espera que tenhamos; e aí, então, o nosso Deus lutará por nós! (Neemias 4:20b)
    Sem mais a dizer, espero que a leitura deste livro os edifique tanto quanto me edificou. Até mais.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Colocando a Mão na Massa


    Por vezes me pego admirando, por fotografia, grandes obras arquitetônicas, pontos turísticos mundiais famosos. Para ser sincera, prefiro construções simples, Barroco é o meu estilo favorito; mas não deixo de admirar o que é belo.
    Quando vejo uma construção bonita penso no tempo gasto, no grau de dificuldade, no trabalho – a beleza do resultado final é diretamente proporcional ao trabalho gasto. Imagino quantas pessoas fizeram parte, não se importando em permanecerem no anonimato enquanto o nome do arquiteto é enaltecido, que ainda assim empenharam o seu tempo, a sua força e dedicação, colaborando com uma grande história sem exigir reconhecimento. Gosto de pensar nestas coisas.

A Distribuição do Trabalho
    O sumo sacerdote Eliasibe e os seus colegas sacerdotes começaram o seu trabalho e reconstruíram a porta das Ovelhas. Eles a consagraram e colocaram as portas no lugar. Depois construíram o muro até a torre dos Cem, que consagraram, e a torre de Hananeel. Os homens de Jericó reconstruíram o trecho seguinte, e Jacur, filho de Inri, construiu logo adiante.
    A porta do Peixe foi reconstruída pelos filhos de Hasenaá. Eles puseram os batentes e colocaram as portas, os ferrolhos e as trancas no lugar. Meremote, filho de Urias, neto de Hacoz, fez os reparos do trecho seguinte. Ao seu lado Mesulão, filho de Berequias, neto de Mesezabel, fez os reparos, e ao seu lado Zadoque, filho de Baaná, também fez os reparos. O trecho seguinte foi reparado pelos homens de Tecoa, mas os nobres dessa cidade não quiseram se juntar ao serviço, rejeitando a orientação de seus supervisores. (Neemias 3:1–5, NVI)

    Entretanto, no versículo 5 vejo uma cena diferente de tudo aquilo que a minha imaginação linda e cor-de-rosa poderia criar: arrogância, soberba e rebeldia. Seria tão mais bonito se a Bíblia dissesse que todos se dispuseram a trabalhar na reconstrução dos muros de Jerusalém, mas no lugar disso, há uma aristocracia relutante que se recusa a participar. Pessoas indispostas.
    É comum dizer frases opostas (e clichês) do tipo “Sou apenas mais um na multidão” ou “Vim para fazer a diferença” entre outras frases de efeito, mas a maioria das pessoas que as dizem não sabem o seu real significado. Pessoas pensam em grandes coisas porque querem ser grandes, mas com arrogância desprezam as pequenas coisas, como a reconstrução de um muro. O que seriam as grandes coisas, senão uma soma das pequenas? O que seria do Louvre, de Buckingham e das lindas cidadelas gregas se os pedreiros se recusassem a edificá-las por não serem seus idealizadores, memorizados por séculos?
    Diferentemente desses casos, Neemias 3 mostra um quadro de pessoas que se prontificaram a fazer coisas simples como a reconstrução de portas, e por isso tiveram os seus nomes guardados há mais de dois mil anos até os dias de hoje. Estes homens marcaram a sua geração com a sua disponibilidade, humildade e servidão, coisa que a dita “nobreza” não fez.
    E nós, como temos feito? Temos nos prontificado a fazer pequenas (porém necessárias) coisas, ou batido o pé em insubordinação atrás de vanglória? Afinal de contas, por que é tão difícil nos esvaziar? Por que esta soberba continua encontrando espaço em nossos corações?
    Sem mais a dizer, deixo estes versículos abaixo. Até!

    Assim diz o SENHOR: “Não se glorie o sábio em sua sabedoria nem o forte em sua força nem o rico em sua riqueza, mas quem se gloriar, glorie-se nisto: em compreender-me e conhecer-me, pois eu sou o SENHOR e ajo com lealdade, com justiça e com retidão sobre a terra, pois é dessas coisas que me agrado”, declara o SENHOR. (Jeremias 9:23–24,NVI)

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Totalidade



    Pois em Deus não há parcialidade. (Romanos 2:11, NVI)

    Quando li o versículo em destaque, me lembrei do ACAMP de jovens deste ano. Lá, aprendemos lições valiosas sobre a totalidade com Deus, sobre como Ele espera que sejamos árvores plantadas em Seu jardim. E, para isso, não podemos ser parciais com Deus; ninguém pode entregar apenas metade de sua vida! O Senhor não admite parcialidade.

    Pois em Deus não há parcialidade. Todo aquele que pecar sem a Lei, sem a Lei também perecerá, e todo aquele que pecar sob a Lei, pela Lei será julgado. Porque não são os que ouvem a Lei que são justos aos olhos de Deus; mas os que obedecem à Lei, estes serão declarados justos. (Romanos 2:11–13)

    Como experiência pessoal, digo que seguir Jesus não é fácil (ler Mateus 8:18–22). Não falo isso para desanimar ninguém, no capítulo anterior Jesus diz “Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela. Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida! São poucos os que a encontram.” (Mateus 7:13–14). Se fosse fácil, Jesus não pediria para negarmos a nós mesmos.
    Deus não quer pedaços de mim, Ele me quer por completa. Eu preciso esvaziar-me constantemente. Esvaziar-me de alguns sonhos, vontades e tudo aquilo que pode me distrair, roubar-me a atenção e o foco que devem estar sempre direcionados a Ele. Não é fácil, mas é necessário. E não é um fardo, porque quando temos o Espírito Santo compreendemos o por quê de jugo ser suave. Tudo depende de nossa busca.

    Semeiem a retidão para si, colham o fruto da lealdade, e façam sulcos no seu solo não arado; pois é hora de buscar o Senhor, até que ele venha e faça chover justiça sobre vocês. (Oseias 10:12)

    Sem mais a dizer, tenham um ótimo finzinho de semana.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

De Deus X Para Deus




    Frequentemente, em várias situações, me deparo com esta pergunta: Será que este é o melhor de Deus para mim? Esclareço, de antemão, que não julgo ser errada esta indagação; apenas sugiro um outro ponto de vista, que por si só é crucial.
    Ultimamente, quando faço esta pergunta, uma segunda, inversa, surge imediatamente: E eu, este é o melhor que tenho para oferecer a Ele? Um paradoxo, eu sei. Mas merece, no mínimo, um pouco de atenção.
    Por muitas vezes, o que vou dizer a seguir tem sido motivo para eu ser chamada de radical. Pois bem, que seja radicalismo então. Sinceramente, eu não acredito que haja algo de bom na minha carne, e tenho uma base muito boa para pensar assim (Romanos 8:12–17). É claro que alguém pode me dizer “Eu conheço um não-cristão que é honesto, trabalhador, blá blá blá...”, e está certo; errado é esperar que nós, humanos, sejamos simplesmente um conjunto de defeitos sem nenhuma qualidade/habilidade natural/desenvolvida. O que defendo, e acredito, é que a minha carne somente me conduz em caminho de morte (Romanos 8:5–8). A primeira pergunta é uma prova deste raciocínio; não é errada, é legítima. Mas, parafraseando o Pastor Diovani, a nossa natureza está tão acostumada com o “Me dá, me dá, me dá ♪”, que acabamos nos esquecendo que mais bem-aventurada coisa é dar que receber.
    Voltando às perguntas, eu diria que uma responde a outra: quando me pergunto se estou oferecendo o meu melhor para Deus, encontro um termômetro – a menos que alguém queira intencionalmente iludir-se, não há como mentir nesta resposta. É através desta resposta que descubro a sinceridade de meu coração, se tal ideia ou vontade procede do Espírito, ou se tenho dado maior espaço à carne. Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas (Romanos 11:36a, NVI) e Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim (Gálatas 2:20, NVI).


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Manutenção



     Isaque formou lavoura naquela terra e no mesmo ano colheu a cem por um, porque o SENHOR o abençoou. O homem enriqueceu, e a sua riqueza continuou a aumentar, até que ficou riquíssimo. Possuía tantos rebanhos e servos que os filisteus invejavam. Estes taparam todos os poços que os servos de Abraão, pai de Isaque, tinham cavado na sua época, enchendo-os de terra.
    Então Abimeleque pediu a Isaque: “Sai de nossa terra, pois já és poderoso demais para nós”.    
    Por isso Isaque mudou-se de lá, acampou no vale de Gerar e ali se estabeleceu. Isaque reabriu os poços cavados no tempo de seu pai Abraão, os quais os filisteus fecharam depois que Abraão morreu, e deu-lhes os mesmos nomes que seu pai lhes tinha dado.
    Os servos de Isaque cavaram no vale e descobriram um veio d’água. Mas os pastores de Gerar discutiram com os pastores de Isaque, dizendo: “A água é nossa!” Por isso Isaque deu ao poço o nome de Eseque, porque discutiram por causa dele. Então os seus servos cavaram outro poço, mas eles também discutiram por causa dele; por isso o chamou Sitna. Isaque mudou-se dali e cavou outro poço, e ninguém discutiu por causa dele. Deu-lhe o nome de Reobote, dizendo: “Agora o SENHOR nos abriu espaço e prosperaremos na terra”.
    Dali Isque foi para Berseba. Naquela noite, o SENHOR lhe apareceu e disse: “Eu sou o Deus de seu pai Abraão. Não tema, porque estou com você; eu o abençoarei e multiplicarei os seus descendentes por amor ao meu servo Abraão.”
    Isaque construiu nesse lugar um altar e invocou o nome do SENHOR. Ali armou acampamento, e os seus servos cavaram outro poço.

    (Gênesis 26:12-25, NVI)

    O Senhor manifesta-se de uma maneira tão poderosa e, contrária aos nossos planos, que por vezes me pego surpresa. Às sete da manhã desta quarta eu estava meditando e escrevendo sobre uma passagem totalmente diferente, quando o Espírito me incomodou e alterou tudo o que eu tinha em mente.

    Há aproximadamente um mês, penso eu, pouco depois do Encontrão Nacional de Jovens e Adolescentes 2011, uma galera da CG Itaim e eu fomos para Ermelino nos deparamos com o Rick Reggiani ministrando esta passagem da vida de Isaque. Foi impactante e nos abriu os olhos para muitas coisas que até então estavam despercebidas. Para mim, a ministração sobre os poços entulhados passou longe de ser um mero moralismo religioso.

   No século XXI, em plena Terceira Revolução Industrial, às vezes penso estar presenciando o ápice das comunicações. Novas mídias sociais surgem a todo instante, me pergunto como há espaço para tanta informação – sobre ser útil ou não, trata-se de um critério pessoal, relativo e seletivo. E, quem me conhece um pouco melhor (ou não) sabe que, embora inicialmente eu pareça “tímida” (ou um tanto desajeitada, um pouco enrolada com as palavras quando me sinto no centro das atenções, ainda que temporariamente) sabe que eu gosto mesmo dessa coisinha chamada Comunicação Social. Preferências à parte, foco na Palavra. Quando reflito nesse trecho de Gênesis 26, me pergunto o quanto de informação inútil tenho absorvido ultimamente; e esta pergunta não resume-se apenas à mídias sócias, mas também à músicas e livros, além de um leque que eu não saberia contar ou descrever.
    Achei engraçado quando ouvi a experiência pessoal do Rick, porque comigo aconteceu de maneira parecida. Não tão parecida, acho. Eu nasci e fui criada em São Miguel Paulista durante a maior parte de minha vida, e sou do tipo que dizem nascer em “berço evangélico”, então não tenho aquele testemunho extremamente comovente que tanto admiramos. Apesar disso, andei afastada dos caminhos do Senhor por aproximadamente três anos e meio. Graças a Deus não tive nenhuma experiência cinematográfica do tipo ‘Sexo, Drogas e...’ (quanto a parte do Rock ‘n’ Roll, não posso dizer que não vivi), e ainda assim não é algo de que eu me orgulhe. No entanto, há pouco mais de um ano, nem eu imaginava o que me aconteceria.
    O meu regresso não foi dos mais convencionais possíveis. Enquanto eu estava afastada, continuava orando. Não é como se eu sentisse Deus perto de mim quando eu mesma estava distante, e eu nem sei explicar, mas de fato acontecia. Quando eu me senti cansada de todo o vazio que vivia, quando passei a chorar e ter orações mais profundas, o quadro de minha vida começou a mudar, ainda que isto me fosse imperceptível. Um dia, arranquei todos os pôsteres da parede de meu quarto, joguei fora revistas e CDs sem nem ao menos saber direito o porquê e deixei minha mãe boquiaberta e feliz. Independente do que qualquer um possa pensar, não foi porque alguém chegou e me disse “Olha, estes caminhos estão te conduzindo em morte”, pois até então eu era bem resistente em voltar a congregar devido algumas experiências traumáticas do passado, e quanto ao “conhecimento” bíblico que eu tinha, não costumo considerar algo que não era vivido e praticado, tornando-se assim mera liturgia. Mas foi a partir daí, e de todo um processo que não cabe ser mencionado agora, que cá me encontro hoje para a honra e glória de Deus.
    O que eu aprendi, com minha própria experiência e posteriormente foi reforçado pela Palavra foi que A) tudo aquilo que não me edifica tem poder para me destruir e B) não basta ter o conhecimento da Palavra se eu não viver a Palavra. Pode parecer um tanto quanto pesado dizer que algo tem poder para nos destruir, principalmente considerando que nós mesmos concedemos este poder. Me veio uma analogia estranha à cabeça, mas vou usá-la: eu tinha uma camiseta do Guns ‘N’ Roses (nome autoexplicativo, hum), e não era como aquelas camisetonas horríveis de R$ 10 (pelo menos era este o preço antigamente), era bonitinha, feminina, babylook, em relevo, coisa e tal, era bem bonita. Em relevo, a camiseta trazia duas rosas vermelhas lindas e palpáveis... Rosas, saídas das bocas de duas pistolas, quase imperceptíveis pela ausência de contraste na estampa, mas ainda assim estavam ali, apenas esperando seus gatilhos serem puxados. Penso que grande parte das coisas que têm o poder de me destruir aparecerão assim, desta mesma maneira: lindas e agradáveis como rosas, porém, carregadas de morte posteriormente.
    E, sobre viver a Palavra, esta é uma escolha a ser feita e refeita diariamente, não pode ser simplesmente algo momentâneo levado pela emoção, ainda que haja quebrantamento (e principalmente se houver). Eu escolhi rejeitar todos os entulhos que tentam poluir meus poços de água viva por livre e espontânea vontade, assim como todas as pessoas que se levantaram naquela terça à noite. Um compromisso foi firmado, e não foi por obrigação nem nada do tipo.
    De que maneira eu tenho me posicionado diante deste compromisso?

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Reabrindo as Gavetas


    Certa vez, um amigo me disse que reter talentos é puro egoísmo. Eu nunca havia parado pra pensar nisso até então.
    Durante alguns meses, tenho guardado os meus "talentos" em uma gaveta bem grande, dentro de mim. E, agora, chegou a hora de reabri-la.