Além disso, desde o vigésimo ano do rei Artaxerxes, quando fui nomeado governador na terra de Judá, até o trigésimo segundo ano do seu reinado, durante doze anos, nem eu nem meus irmãos comemos a comida destinada ao governador. Mas os governantes anteriores, aqueles que me procederam, puseram um peso sobre o povo e tomavam dele quatrocentos e oitenta gramas de prata, além de comida e vinho. Mas, por temer a Deus, não agi dessa maneira. Ao contrário, eu mesmo me dediquei ao trabalho neste muro. Todos os meus homens de confiança foram reunidos ali para o trabalho neste muro. Todos os meus homens de confiança foram reunidos ali para o trabalho; e não compramos nenhum pedaço de terra.
Além do mais, cento e cinqüenta homens, entre judeus do povo e seus oficiais, comiam à minha mesa, como também pessoas das nações vizinhas que vinham visitar-nos. Todos os dias eram preparados, à minha custa, um boi, seis da melhores ovelhas e aves, e a cada dez dias eu recebia uma grande remssa de vinhos de todo tipo. Apesar de tudo isso, jamais exigi a comida destinada ao governados, pois eram demasiadas as exigências que pesavam sobre o povo.
Lembra-te de mim, ó meu Deus, levando em conta tudo o que fiz por este povo. (Neemias 5:14–19, NVI)
Domingo retrasado, em meio ao almoço de comemoração pelos três anos da CG Itaim Paulista, as supervisoras fizeram uma homenagem linda à nossa pastora, lavando os seus pés. E, enquanto eu estava ali por perto, fui tomada pela emoção ao ver como aquelas mulheres falavam coisas que não eram simplesmente bonitas, mas sinceras, podiam ser sentidas. A frase que mais ficou marcada na minha cabeça foi “Eu quero ser como você”, repetida por todas elas.
Não muito tempo atrás, vi uma cena parecida no aniversário da Aninha, nossa supervisora (digo nossa de intrometida, porque apesar de não ser da supervisão dela, foi com a Ana que aprendi o significado de mãe espiritual). Outras meninas e eu ouvimos a mesma frase que ouvi tantas vezes no domingo.
E então eu fico aqui, pensando na importância de ter mulheres como a Pastora Nice e a Aninha como referenciais, porque é um privilégio e tanto. Encontrar exemplos, pessoas com quem aprendamos coisas boas e almejemos nos parecer não é uma coisa fácil nos dias de hoje.
Sou amante dos meios de comunicação e mídia, mas quando mais nova, me sentia bombardeada por todos os lados de más influências – e eu não tinha a consciência de que isso me seria de alguma forma prejudicial aos quatorze anos. E isto é notório, me sinto triste quando vejo meninas trocando a sua identidade, tanto física quanto morais, para virarem cópias de atrizes ou cantoras, e até mesmo de personagens fictícios! Coisas assim se tornam mais tristes quando percebemos, e entendemos, que Deus não nos criou para sermos cópias exatas de outras pessoas, desprezando as características que Ele mesmo nos concedeu. O Senhor nos criou para sermos Seus filhos, semelhantes a Jesus, para a Sua própria glória. Se quisermos imitar alguém, que seja Jesus.
Eis aí a importância de termos bons exemplos. Se nos espelhamos em Ana, Nice, Rute, Ester, Débora e tantas outras mulheres e homens que Deus levantou ao longo do tempo, é por sabermos que são pessoas melhores, mais aperfeiçoadas que nós. Não pela beleza ou carisma, mas sim pela presença de Jesus que brilha sobre elas. E esta mesma luz que brilha sobre elas, o Senhor quer que brilhe sobre nós. Sua Palavra nos adverte para que não sejamos pedra de tropeço para as pessoas, mas também diz que somos luz e sal. E, para que sejamos, de fato, luz e sal, Ele nos concede grandes presentes: primeiro Jesus, depois os profetas e apóstolos, e as pessoas que ainda hoje são levantadas para nos mostrar a Sua direção, assim como Neemias fez com suas escolhas e atitudes. Pessoas que nos mostram que é possível, sim, ter uma vida em santidade, agradável a Deus.


