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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O Exemplo de Neemias


    Além disso, desde o vigésimo ano do rei Artaxerxes, quando fui nomeado governador na terra de Judá, até o trigésimo segundo ano do seu reinado, durante doze anos, nem eu nem meus irmãos comemos a comida destinada ao governador. Mas os governantes anteriores, aqueles que me procederam, puseram um peso sobre o povo e tomavam dele quatrocentos e oitenta gramas de prata, além de comida e vinho. Mas, por temer a Deus, não agi dessa maneira. Ao contrário, eu mesmo me dediquei ao trabalho neste muro. Todos os meus homens de confiança foram reunidos ali para o trabalho neste muro. Todos os meus homens de confiança foram reunidos ali para o trabalho; e não compramos nenhum pedaço de terra.
    Além do mais, cento e cinqüenta homens, entre judeus do povo e seus oficiais, comiam à minha mesa, como também pessoas das nações vizinhas que vinham visitar-nos. Todos os dias eram preparados, à minha custa, um boi, seis da melhores ovelhas e aves, e a cada dez dias eu recebia uma grande remssa de vinhos de todo tipo. Apesar de tudo isso, jamais exigi a comida destinada ao governados, pois eram demasiadas as exigências que pesavam sobre o povo.
    Lembra-te de mim, ó meu Deus, levando em conta tudo o que fiz por este povo. (Neemias 5:14–19, NVI)

    Domingo retrasado, em meio ao almoço de comemoração pelos três anos da CG Itaim Paulista, as supervisoras fizeram uma homenagem linda à nossa pastora, lavando os seus pés. E, enquanto eu estava ali por perto, fui tomada pela emoção ao ver como aquelas mulheres falavam coisas que não eram simplesmente bonitas, mas sinceras, podiam ser sentidas. A frase que mais ficou marcada na minha cabeça foi “Eu quero ser como você”, repetida por todas elas.
    Não muito tempo atrás, vi uma cena parecida no aniversário da Aninha, nossa supervisora (digo nossa de intrometida, porque apesar de não ser da supervisão dela, foi com a Ana que aprendi o significado de mãe espiritual). Outras meninas e eu ouvimos a mesma frase que ouvi tantas vezes no domingo.
    E então eu fico aqui, pensando na importância de ter mulheres como a Pastora Nice e a Aninha como referenciais, porque é um privilégio e tanto. Encontrar exemplos, pessoas com quem aprendamos coisas boas e almejemos nos parecer não é uma coisa fácil nos dias de hoje.
    Sou amante dos meios de comunicação e mídia, mas quando mais nova, me sentia bombardeada por todos os lados de más influências – e eu não tinha a consciência de que isso me seria de alguma forma prejudicial aos quatorze anos. E isto é notório, me sinto triste quando vejo meninas trocando a sua identidade, tanto física quanto morais, para virarem cópias de atrizes ou cantoras, e até mesmo de personagens fictícios! Coisas assim se tornam mais tristes quando percebemos, e entendemos, que Deus não nos criou para sermos cópias exatas de outras pessoas, desprezando as características que Ele mesmo nos concedeu. O Senhor nos criou para sermos Seus filhos, semelhantes a Jesus, para a Sua própria glória. Se quisermos imitar alguém, que seja Jesus.
    Eis aí a importância de termos bons exemplos. Se nos espelhamos em Ana, Nice, Rute, Ester, Débora e tantas outras mulheres e homens que Deus levantou ao longo do tempo, é por sabermos que são pessoas melhores, mais aperfeiçoadas que nós. Não pela beleza ou carisma, mas sim pela presença de Jesus que brilha sobre elas. E esta mesma luz que brilha sobre elas, o Senhor quer que brilhe sobre nós. Sua Palavra nos adverte para que não sejamos pedra de tropeço para as pessoas, mas também diz que somos luz e sal. E, para que sejamos, de fato, luz e sal, Ele nos concede grandes presentes: primeiro Jesus, depois os profetas e apóstolos, e as pessoas que ainda hoje são levantadas para nos mostrar a Sua direção, assim como Neemias fez com suas escolhas e atitudes. Pessoas que nos mostram que é possível, sim, ter uma vida em santidade, agradável a Deus.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Oposição à Reconstrução


    Quando Sambalate soube que estávamos reconstruindo o muro, ficou furioso. Ridicularizou os judeus e, na presença de seus compatriotas e dos poderosos de Samaria, disse: “O que aqueles frágeis judeus estão fazendo? Será que vão restaurar o seu muro? Irão terminar a obra num só dia? Será que vão conseguir ressuscitar pedras de construção daqueles montes de entulho de pedras queimadas?”
    Tobias, o amonita, que estava ao seu lado, completou: “Pois que construam! Basta que uma raposa suba lá, para que esse muro de pedras desabe!”
    Ouve-nos, ó Deus, pois estamos sendo desprezados. Faze cair sobre eles a zombaria. E sejam eles levados prisioneiros como despojo para outra terra. Não perdoes os seus pecados nem apagues as suas maldades, pois provocam a tua ira diante dos construtores.
    Quando, porém, Sambalate, Tobias, os árabes, os amonitas e os homens de Asdode souberam que os reparos nos muros de Jerusalém tinham avançado e que as brechas estavam sendo fechadas, ficaram furiosos. Todos juntos planejaram atacar Jerusalém e causar confusão. Mas nós oramos ao nosso Deus e colocamos guardas de dia e de noite para proteger-nos deles. (Neemias 4:1–9, NVI)

    Tenho aprendido lições valiosas com o livro de Neemias. Nunca antes o havia visto desta perspectiva, Deus me abriu os olhos para coisas que outrora passaram despercebidas.
    Em todo o capítulo quatro, vemos narrado o levante que o povo de Judá sofreu pelos inimigos assim que se iniciou a construção do muro de Jerusalém; os gentios, e até mesmo os samaritanos (israelitas) zombaram deles. Mas não pararam por aí, ameaçaram e tramaram contra a sua obra, e esta não foi a única tentativa de intimidação (ler o capítulo seis). Como se não bastasse, em um ponto os judeus sentiram-se cansados e fracos, à medida que os inimigos não cessaram as afrontas por nenhum momento:
   
    Enquanto isso, o povo de Judá começou a dizer: “Os trabalhadores já não têm mais forças e ainda há muito entulho. Por nós mesmos não conseguiremos reconstruir o muro”.
    E os nossos inimigos diziam: “Antes que descubram qualquer coisa ou nos vejam, estaremos bem ali no meio deles; vamos matá-los e acabar com o trabalho deles”.
    Os judeus que moravam perto deles dez vezes nos preveniram: “Para onde quer que vocês virarem, saibam que seremos atacados de todos os lados”. (Neemias 4:10–12, NVI)

    Nós, seres humanos, por vezes temos o costume de usarmos nossas fraquezas, justificativas, como muletas. Nos esquecemos que, quando nos desanimamos, cansamos e perdemos o foco, somos presas fáceis. Por outro lado, a Palavra diz que quando estamos fracos então somos fortes (2Coríntios 12:10). Ora, se somos fortes é porque tal força não vem de nós. O Senhor é a nossa Força, Rocha e Escudo. Quando nos sentimos fracos reconhecemos que a força não é nossa, nos esvaziamos de toda a autossuficiência e nos deparamos com a total dependência; então somos fortes.
    Nos esquecemos, também, que nossos inimigos não fazem concessão quando estamos fracos – pelo contrário, esperam e consideram mais ainda as nossas fraquezas para que seus ataques sejam armados. O versículo seguinte, Neemias 4:13, fala sobre posicionamento (o tema do GCEM semana passada, rs) e munição, proteção contra as afrontas. Pensei em um paralelo com a Armadura de Deus:

    Finalmente, fortaleçam-se no Senhor e no seu forte poder. Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do Diabo, pois a nossa luta não é contra seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo das trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestes. Por isso, vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo. Assim, mantenham-se firmes, cingindo-se com o cinto da verdade, vestindo a couraça da justiça e tendo os pés calçados com a prontidão do evangelho da paz. Além disso, usem o escudo da fé, com o qual vocês podem apagar todas as setas inflamadas do Maligno. Usem o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus. Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica; tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos os santos. (Efésios 6:10–18, NVI)

    Não podemos (e nem devemos) nos iludir pensando que não veremos ataques e afrontas quando nos dispomos a fazer a obra do Senhor, estamos em constante luta. Mas também não podemos desanimar, precisamos nos fortalecer em nosso Deus – esta é a atitude, o posicionamento que Ele espera que tenhamos; e aí, então, o nosso Deus lutará por nós! (Neemias 4:20b)
    Sem mais a dizer, espero que a leitura deste livro os edifique tanto quanto me edificou. Até mais.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Colocando a Mão na Massa


    Por vezes me pego admirando, por fotografia, grandes obras arquitetônicas, pontos turísticos mundiais famosos. Para ser sincera, prefiro construções simples, Barroco é o meu estilo favorito; mas não deixo de admirar o que é belo.
    Quando vejo uma construção bonita penso no tempo gasto, no grau de dificuldade, no trabalho – a beleza do resultado final é diretamente proporcional ao trabalho gasto. Imagino quantas pessoas fizeram parte, não se importando em permanecerem no anonimato enquanto o nome do arquiteto é enaltecido, que ainda assim empenharam o seu tempo, a sua força e dedicação, colaborando com uma grande história sem exigir reconhecimento. Gosto de pensar nestas coisas.

A Distribuição do Trabalho
    O sumo sacerdote Eliasibe e os seus colegas sacerdotes começaram o seu trabalho e reconstruíram a porta das Ovelhas. Eles a consagraram e colocaram as portas no lugar. Depois construíram o muro até a torre dos Cem, que consagraram, e a torre de Hananeel. Os homens de Jericó reconstruíram o trecho seguinte, e Jacur, filho de Inri, construiu logo adiante.
    A porta do Peixe foi reconstruída pelos filhos de Hasenaá. Eles puseram os batentes e colocaram as portas, os ferrolhos e as trancas no lugar. Meremote, filho de Urias, neto de Hacoz, fez os reparos do trecho seguinte. Ao seu lado Mesulão, filho de Berequias, neto de Mesezabel, fez os reparos, e ao seu lado Zadoque, filho de Baaná, também fez os reparos. O trecho seguinte foi reparado pelos homens de Tecoa, mas os nobres dessa cidade não quiseram se juntar ao serviço, rejeitando a orientação de seus supervisores. (Neemias 3:1–5, NVI)

    Entretanto, no versículo 5 vejo uma cena diferente de tudo aquilo que a minha imaginação linda e cor-de-rosa poderia criar: arrogância, soberba e rebeldia. Seria tão mais bonito se a Bíblia dissesse que todos se dispuseram a trabalhar na reconstrução dos muros de Jerusalém, mas no lugar disso, há uma aristocracia relutante que se recusa a participar. Pessoas indispostas.
    É comum dizer frases opostas (e clichês) do tipo “Sou apenas mais um na multidão” ou “Vim para fazer a diferença” entre outras frases de efeito, mas a maioria das pessoas que as dizem não sabem o seu real significado. Pessoas pensam em grandes coisas porque querem ser grandes, mas com arrogância desprezam as pequenas coisas, como a reconstrução de um muro. O que seriam as grandes coisas, senão uma soma das pequenas? O que seria do Louvre, de Buckingham e das lindas cidadelas gregas se os pedreiros se recusassem a edificá-las por não serem seus idealizadores, memorizados por séculos?
    Diferentemente desses casos, Neemias 3 mostra um quadro de pessoas que se prontificaram a fazer coisas simples como a reconstrução de portas, e por isso tiveram os seus nomes guardados há mais de dois mil anos até os dias de hoje. Estes homens marcaram a sua geração com a sua disponibilidade, humildade e servidão, coisa que a dita “nobreza” não fez.
    E nós, como temos feito? Temos nos prontificado a fazer pequenas (porém necessárias) coisas, ou batido o pé em insubordinação atrás de vanglória? Afinal de contas, por que é tão difícil nos esvaziar? Por que esta soberba continua encontrando espaço em nossos corações?
    Sem mais a dizer, deixo estes versículos abaixo. Até!

    Assim diz o SENHOR: “Não se glorie o sábio em sua sabedoria nem o forte em sua força nem o rico em sua riqueza, mas quem se gloriar, glorie-se nisto: em compreender-me e conhecer-me, pois eu sou o SENHOR e ajo com lealdade, com justiça e com retidão sobre a terra, pois é dessas coisas que me agrado”, declara o SENHOR. (Jeremias 9:23–24,NVI)

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Totalidade



    Pois em Deus não há parcialidade. (Romanos 2:11, NVI)

    Quando li o versículo em destaque, me lembrei do ACAMP de jovens deste ano. Lá, aprendemos lições valiosas sobre a totalidade com Deus, sobre como Ele espera que sejamos árvores plantadas em Seu jardim. E, para isso, não podemos ser parciais com Deus; ninguém pode entregar apenas metade de sua vida! O Senhor não admite parcialidade.

    Pois em Deus não há parcialidade. Todo aquele que pecar sem a Lei, sem a Lei também perecerá, e todo aquele que pecar sob a Lei, pela Lei será julgado. Porque não são os que ouvem a Lei que são justos aos olhos de Deus; mas os que obedecem à Lei, estes serão declarados justos. (Romanos 2:11–13)

    Como experiência pessoal, digo que seguir Jesus não é fácil (ler Mateus 8:18–22). Não falo isso para desanimar ninguém, no capítulo anterior Jesus diz “Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela. Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida! São poucos os que a encontram.” (Mateus 7:13–14). Se fosse fácil, Jesus não pediria para negarmos a nós mesmos.
    Deus não quer pedaços de mim, Ele me quer por completa. Eu preciso esvaziar-me constantemente. Esvaziar-me de alguns sonhos, vontades e tudo aquilo que pode me distrair, roubar-me a atenção e o foco que devem estar sempre direcionados a Ele. Não é fácil, mas é necessário. E não é um fardo, porque quando temos o Espírito Santo compreendemos o por quê de jugo ser suave. Tudo depende de nossa busca.

    Semeiem a retidão para si, colham o fruto da lealdade, e façam sulcos no seu solo não arado; pois é hora de buscar o Senhor, até que ele venha e faça chover justiça sobre vocês. (Oseias 10:12)

    Sem mais a dizer, tenham um ótimo finzinho de semana.