Quando Sambalate soube que estávamos reconstruindo o muro, ficou furioso. Ridicularizou os judeus e, na presença de seus compatriotas e dos poderosos de Samaria, disse: “O que aqueles frágeis judeus estão fazendo? Será que vão restaurar o seu muro? Irão terminar a obra num só dia? Será que vão conseguir ressuscitar pedras de construção daqueles montes de entulho de pedras queimadas?”
Tobias, o amonita, que estava ao seu lado, completou: “Pois que construam! Basta que uma raposa suba lá, para que esse muro de pedras desabe!”
Ouve-nos, ó Deus, pois estamos sendo desprezados. Faze cair sobre eles a zombaria. E sejam eles levados prisioneiros como despojo para outra terra. Não perdoes os seus pecados nem apagues as suas maldades, pois provocam a tua ira diante dos construtores.
Quando, porém, Sambalate, Tobias, os árabes, os amonitas e os homens de Asdode souberam que os reparos nos muros de Jerusalém tinham avançado e que as brechas estavam sendo fechadas, ficaram furiosos. Todos juntos planejaram atacar Jerusalém e causar confusão. Mas nós oramos ao nosso Deus e colocamos guardas de dia e de noite para proteger-nos deles. (Neemias 4:1–9, NVI)
Tenho aprendido lições valiosas com o livro de Neemias. Nunca antes o havia visto desta perspectiva, Deus me abriu os olhos para coisas que outrora passaram despercebidas.
Em todo o capítulo quatro, vemos narrado o levante que o povo de Judá sofreu pelos inimigos assim que se iniciou a construção do muro de Jerusalém; os gentios, e até mesmo os samaritanos (israelitas) zombaram deles. Mas não pararam por aí, ameaçaram e tramaram contra a sua obra, e esta não foi a única tentativa de intimidação (ler o capítulo seis). Como se não bastasse, em um ponto os judeus sentiram-se cansados e fracos, à medida que os inimigos não cessaram as afrontas por nenhum momento:
Enquanto isso, o povo de Judá começou a dizer: “Os trabalhadores já não têm mais forças e ainda há muito entulho. Por nós mesmos não conseguiremos reconstruir o muro”.
E os nossos inimigos diziam: “Antes que descubram qualquer coisa ou nos vejam, estaremos bem ali no meio deles; vamos matá-los e acabar com o trabalho deles”.
Os judeus que moravam perto deles dez vezes nos preveniram: “Para onde quer que vocês virarem, saibam que seremos atacados de todos os lados”. (Neemias 4:10–12, NVI)
Nós, seres humanos, por vezes temos o costume de usarmos nossas fraquezas, justificativas, como muletas. Nos esquecemos que, quando nos desanimamos, cansamos e perdemos o foco, somos presas fáceis. Por outro lado, a Palavra diz que quando estamos fracos então somos fortes (2Coríntios 12:10). Ora, se somos fortes é porque tal força não vem de nós. O Senhor é a nossa Força, Rocha e Escudo. Quando nos sentimos fracos reconhecemos que a força não é nossa, nos esvaziamos de toda a autossuficiência e nos deparamos com a total dependência; então somos fortes.
Nos esquecemos, também, que nossos inimigos não fazem concessão quando estamos fracos – pelo contrário, esperam e consideram mais ainda as nossas fraquezas para que seus ataques sejam armados. O versículo seguinte, Neemias 4:13, fala sobre posicionamento (o tema do GCEM semana passada, rs) e munição, proteção contra as afrontas. Pensei em um paralelo com a Armadura de Deus:
Finalmente, fortaleçam-se no Senhor e no seu forte poder. Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do Diabo, pois a nossa luta não é contra seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo das trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestes. Por isso, vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo. Assim, mantenham-se firmes, cingindo-se com o cinto da verdade, vestindo a couraça da justiça e tendo os pés calçados com a prontidão do evangelho da paz. Além disso, usem o escudo da fé, com o qual vocês podem apagar todas as setas inflamadas do Maligno. Usem o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus. Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica; tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos os santos. (Efésios 6:10–18, NVI)
Não podemos (e nem devemos) nos iludir pensando que não veremos ataques e afrontas quando nos dispomos a fazer a obra do Senhor, estamos em constante luta. Mas também não podemos desanimar, precisamos nos fortalecer em nosso Deus – esta é a atitude, o posicionamento que Ele espera que tenhamos; e aí, então, o nosso Deus lutará por nós! (Neemias 4:20b)
Sem mais a dizer, espero que a leitura deste livro os edifique tanto quanto me edificou. Até mais.

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